Hoje é o meu último dia de férias.
Amanhã começo a trabalhar e já vivo o desespero de ficar mais uma ano a aguardar novas férias.
Felizmente que tenho um emprego, mas não consigo identificar-me com este.
Numa "casa" onde deveria haver democracia, igualdade, direitos (os deveres existem), em que os ditos "patrões" deveriam ser compreensivos, dialogar com o pessoal e tudo quanto um funcionário eleito para defender a sua classe deveria praticar. Mas, não! Tudo ali funciona ao contrário.
Não é por acaso, que nos meus primeiros 25 anos de trabalho, nunca tive uma baixa. e nestes 15 anos, tenho quase 14 de depressão e recaídas.
Até o pessoal é diferente. Quase todos descontentes - há 2 ou 3 excepções, óbvias - e todos se dobram e fingem. Pior ainda é que, em vez de se unirem uns aos outros, optam por críticas destrutivas, da maior mesquinhice. Quase que diria... quanto menos valem, mais se tapam!
Quantas saudades tenho de outros tempos em que trabalhar me dava prazer. E em que me era permitido dialogar. Mas, o que lá vai, lá vai. O presente é que conta e é com este que tenho que tentar viver, o melhor possível, os quase 7 anos que me faltam para a reforma. E, já lá vão quase 41, de trabalho.
Vou tentar sobreviver até chegarem as férias em Julho - sim, porque aqui as férias só podem ser tiradas - não funciona para todos - nos meses de Julho, Agosto e 1ª quinzena de Setembro.
Vou tentar dormir uma última noite de paz. Boa noite.


