quarta-feira, 10 de setembro de 2008

ESTAR SÓ NÃO É SOLIDÃO


Hoje... apetece-me estar só.
Caminhar no meio da natureza.
Ouvir o silêncio cortado simplesmente pela minha respiração.
Fechar os olhos e sentir o prazer de estar comigo.
Estar só não é solidão.


O poema que transcrevo, li-o algures. Não sei quem o escreveu, mas gostei.








"Por vezes choro
Sem saber ao certo a razão.
Sou
Sem que saiba quem.
Quero
Já tendo o que desejo.
Gosto
Sem que ame.
Afirmo convicta
Numa dúvida que me consome.
Prossigo
Sem que me mova.
Construo-me
Na via da dissolução.
Sou tão completa
Sem que jamais me chegue a completar.
Profunda é a noite em que moro
Obscura a ânsia que me consome
Na minha voz há sonho.
Silêncios longos
Em que exausta me descubro.
Acendo velas de pensamento
Pensantes na noite sem fim.
E caminho por areais desertos
Em busca de um qualquer trilho.
Sou de areia
Construo-me e desfaço-me.
Sou de água
Vou e venho.
Sou areia fina de ouro
Ou grossa feita grão de sal".

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