terça-feira, 23 de agosto de 2011

A vida não pode ser simples


Senhora!
Fosse a vida como tu a dizes:
“Simples!” Mas, se fosse o caso,
Seriam infelizes
Todos os destinados a viver.
Porque o acto de não estar morto
Não seria igual ao de viver!

Senhora… não seja essa a vossa vontade
Viva numa sã realidade
Onde os problemas, os dilemas,
As soluções complexas
São caminhos a tomar,
Caminhos cheios de curvas
Ladeados por placas mudas
Sem setas para orientar.
Caminhos que escolhem
E que fazem a nossa vida.
As escolhas movem
A nossa realidade,
As escolhas são vida!
Sem escolhas não há problemas
Sem problemas não há curvas.
Sem curvas não podes viver… - Wiscat

Insanidade perfeita


Sinto-me cansada
Já me faltam as palavras!
As que saboreio entre dissabores
Da minha própria loucura
Já não sinto o meu corpo
As vogais consomem-no
Adormece em brandas consoantes
Ficam tantas frases por dizer
Aquelas,
Que já não consigo escrever,
Falta-me a força
A caneta começa a tremer
Soluça.
O meu olhar constrói
O que meu pensamento rejeita
Esta sou eu,
A doce mulher
A insana, poetisa...

(ConceiçãoB)

A dor do que nunca será


Mundo feio que me magoa…
Num breve instante
O meu ser voa
Tentando fugir…

Contaram-me de fadas
De dragões e cavaleiros.
Contarem-me de príncipes
E de grandes reinos…
Olho para o que tenho
E tenho nada!
E os meus dragões são pintados…
Os cavalheiros chacinados,
Os príncipes esquecidos
E os meus reinos perdidos…

Conta-me mais uma história
Para eu poder fingir!
Dá-me mais um tempo,
Dá-me mais um conto…
Uma história irreal
Que farei realidade…
Dá-me uma mentira
E achá-la-ei verdade…

Só quero fingir
Fechar os olhos e voar
Ao som de uma música
Que alguém toca…
Quero levantar bem alto
Uma espada cheia de magia
E sentir em mim alegria
Da vitória e da conquista…

Tenho tantos nomes
Nessa terra de maravilhas.
E sozinha corto milhas
De desespero, para ser recebida
Numa cozinha cheia de gente,
Que me amam e respeitam…
Almas nobres e diferentes
Que me velam em braços quentes.
Que só me querem proteger…
Gente que só na minha mente
Pode haver.
Wiscat

O meu nome sou eu


O meu nome é um segredo
A ninguém ele se diz.
Pois ninguém o sabe…
O meu nome é sombras
É vento, luz e água,
É esquecido e é mágoa.

O meu nome é tempo.
É velho, é passado é futuro.
O meu nome é triste
É contente.
É ausente e presente.
É tudo do nada que sou.
É uma ave que foi e não tornou.

O meu nome…
É como a neve
Vem e derrete,
Para voltar a vir.
O meu nome é breve.
É uma andorinha leve
Que anuncia o inverno… - Wiscat

Não me tentam compreender


Não me escondo,
Não me deixo pisar,
Não sigo multidões
E não forço o amar!

Não o faço nem nunca o farei
Só para me integrar,
Sou livre e sempre serei…
Sigo-me a mim e posso sonhar.

Como eles não sou,
Fazem tudo por serem aceites,
Pelo meu caminho vou
Se não gostam, não venham…

Por que eu não mudo
Pelo amor de alguém que não me compreende!
Eu não me iludo
Com falsas amizades.

Eles dizem que sou bruta…
Anti-social!
Mas quando há luta.
Chamar-me nunca fica mal.

Só me ouvem quando convem.
Só existo quando o problema vem,
No resto do tempo sou uma sombra
Que está demasiado longe…

É o que eles dizem, é o que pensam,
É disso que se tentam convencer.
Mas a verdade sei-a eu
Eles não me tentam compreender –(Wiscat ^..^)

A farsa da vida


Levanto-me da cama
Sem saber que máscara pôr.
Imagino como será o dia
Terei motivos felizes?
Terei razões chorosas?
Irei desenhar algo novo?
Oh… quero lá saber…
Seja eu o que de mim quiser o povo!
Melhor! Seja eu o que eu quero!
Porque tenho essa possibilidade:
Pôr uma máscara alegre
E semear falsidade
Logrando todos em volta
Aparentando algo não o sendo
Fingindo-me contente
Leviana e dispersa.
Como quem mente
Mas cumpre a promessa.

E se há alturas felizes
Por assim os outros precisarem
Que me sinta eu triste
Para outros não me chatearem!
Se lhes dói porei a máscara de pena
Se lhes arde a de aflição
Mas é tudo mentira
Porque é oco o meu coração!

Que se enganem esses
Para eu poder ser feliz
Porque se eles estão bem
Não me chateiam
Se gostam de mim
Não me incomodam
Posso retirar-me para as sombras
E ser quem eu não sei
Porque eu… não sou ninguém
Sou uma sombra apagada
Daquilo a que me convém
Wiscat



segunda-feira, 22 de agosto de 2011

COMO É BOM SER GATO


Como é bom ser gato!

Gatos, aparentemente mansos e inquietantemente calmos, podem
subir em árvores, confiar numa mão desconhecida com pão, mingau de arroz ou
um prato improvisado transbordando leite.

Como é bom ser gato!

De noite, até os pardos, podem mudar os canais só por
encostarem-se nas antenas de TV. Seus olhares, de gato, verticais, vêm a
cidade de cima como se os telhados fossem horizontais. E, ao sentirem um
ronronar na esquina, onde a luz do poste veste néon, viram cinza mesmo que
chova, armam a cabeça do pénis qual um guarda-chuva que arranha, batem e
apanham no mais inquieto momento de amor.

Como é bom ser gato!

De tarde, até os brancos, com jeito de sacana, deixam-se
acarinhar pelas avós com mais de sessenta anos. Não há mais tricô nem
novelos. No ar um som de um romantismo caipira e uma vontade suicida
enquanto a música acontecer. Ainda bem que gatos têm sete vidas.

Como é bom gato ser!

Podem fumar, comer a vontade, beber sem se preocupar se o pulmão
está perfeito, o estômago comportado ou o fígado regenerado. Apesar do
entendimento de saber o quanto é maravilhoso ser gato, é necessário ter
muito cuidado, até os negros, com as noites das sextas-feiras, com as
escadas, com os pés desumanos que pisam sem a mesma maciez das suas patas.

Como ser gato é bom!

Precisam ter muito cuidado ao perceber que as gatas até falam.
Driblarem com o corpo os dizeres românticos das que esperam duplex: um
telhado revestido com boas telhas de piso e um sótão próximo do céu.

Como é bom ser gato!

A única coisa permanente nos hábitos desses estranhos
vira-latas, é saber, mesmo inconsciente, que outros donos chegarão e
aplacarão, momentaneamente, todas as sete fomes

Como é bom ser gato!

Mesmo sem residência fixa, todos são bem achados não importa
aonde: seja na rua, na sala, no tecto ou no porão.

Blinda Alvorada

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Despeça-se da dor



Despedir-se de uma dor é sempre um processo doloroso. No entanto, para que possamos progredir como Ser de Luz nas nossas vidas, é algo que é necessário realizar.
“O tempo cura todas as feridas!” – será? Não, se nós não nos dedicarmos de corpo e alma a despedirmo-nos dessa dor.

Poderemos passar horas, dias, meses e até anos nos lamentando aos quatro ventos, o que de algum modo minimizará a nossa dor ao partilhá-la com alguém.

Mas… além de não nos permitir realizar essa despedida, isso não nos torna alguém menos atractivo, com quem as pessoas se cansam ou até evitam estar? Não será até um grande egoísmo da nossa parte submetê-las com alguma frequência a ouvir as mesmas queixas…uma, duas, três…milhentas vezes?

É aí que temos que nos desligar das nossas dores, daquilo que nos condiciona como seres sociáveis, do “meu” a que nos apegamos.

Confie! A pérola, como dizem os poetas, nasce do sofrimento da ostra.

Observe o sofrimento dos outros, a fim de que você perceba que há outras pessoas com dores maiores e mais sérias do que as suas. Cuide dessas outras dores ou ajude esses outros a melhor suportá-las. O facto de nos dedicarmos à dor dos outros, o nosso sofrimento esvanecer-se-à.

Limpe a sua mente dessas dores. Areje a sua vida e deixe entrar novas energias. Seja “a pérola no sofrimento das ostras”.

MAM 18.04.2011

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Poema de Agradecimento à Corja



Obrigado, excelências.
Obrigado por nos destruírem o sonho e a oportunidade
de vivermos felizes e em paz.
Obrigado pelo exemplo que se esforçam em nos dar
de como é possível viver sem vergonha, sem respeito e sem
dignidade.
Obrigado por nos roubarem. Por não nos perguntarem nada.
Por não nos darem explicações.
Obrigado por se orgulharem de nos tirar
as coisas por que lutámos e às quais temos direito.
Obrigado por nos tirarem até o sono. E a tranquilidade. E a alegria.
Obrigado pelo cinzentismo, pela depressão, pelo desespero.
Obrigado pela vossa mediocridade.
E obrigado por aquilo que podem e não querem fazer.
Obrigado por tudo o que não sabem e fingem saber.
Obrigado por transformarem o nosso coração numa sala de espera.
Obrigado por fazerem de cada um dos nossos dias
um dia menos interessante que o anterior.
Obrigado por nos exigirem mais do que podemos dar.
Obrigado por nos darem em troca quase nada.
Obrigado por não disfarçarem a cobiça, a corrupção, a indignidade.
Pelo chocante imerecimento da vossa comodidade
e da vossa felicidade adquirida a qualquer preço.
E pelo vosso vergonhoso descaramento.
Obrigado por nos ensinarem tudo o que nunca deveremos querer,
o que nunca deveremos fazer, o que nunca deveremos aceitar.
Obrigado por serem o que são.
Obrigado por serem como são.
Para que não sejamos também assim.
E para que possamos reconhecer facilmente
quem temos de rejeitar.

Joaquim Pessoa

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

PARIS




PARIS é efectivamente a cidade LUZ - ampla, linda por tudo: arquitectura, cultura, arte, paisagem.
PARIS é uma cidade encantadora, quando faz sol ou quando chove, as nuvens dão-lhe uma beleza inigualável sobre o Sena, sobre os monumentos, sobre os verdes.
Os crepes comidos passeando pelas ruas. As escadas, as pontes, os candeeiros, tudo é lindo.
PARIS transmite a elegância, o chic, a personalidade, a liberdade de fazer,vestir, andar, sonhar... com o que se quer.
Não precisa pensar no parece mal...a elegância está no sentir-se bem consigo, ter o seu próprio estilo e poder usá-lo.
Em cada canto tem uma beleza deferente.
PARIS faz-me bem, carrega-me as baterias para mais um ano de trabalho.
Faz-me sentir em casa...Pena que o não possa ser. Que saudades!

J'adore PARIS!

VOCÊ SABE AMAR ?


Você sabe amar ? Eu estou aprendendo. Estou aprendendo a aceitar as pessoas, mesmo quando elas me desapontam. Quando fogem do ideal que tenho para elas, quando me ferem com palavras ásperas ou acções impensadas. É difícil aceitar as pessoas assim como elas são, não como eu desejo que elas sejam. É difícil, muito difícil, mas estou aprendendo. Estou aprendendo a amar. Estou aprendendo a escutar, escutar com os olhos e ouvidos, escutar com a alma e com todos os sentidos. Escutar o que diz o coração, o que dizem os ombros caídos, os olhos, as mãos irrequietas. Escutar a mensagem que se esconde por entre as palavras corriqueiras, superficiais; Descobrir a angústia disfarçada, a insegurança mascarada, a solidão encoberta. Penetrar o sorriso fingido, a alegria simulada, a vangloria exagerada. Descobrir a dor de cada coração. Aos poucos, estou aprendendo a amar. Estou aprendendo a perdoar. Pois o amor perdoa, lança fora as magoas,e apaga as cicatrizes que a incompreensão e insensibilidade gravaram no coração ferido. O amor não alimenta magoas com pensamentos dolorosos. Não cultiva ofensas com lastimas e auto-comiseração. O amor perdoa, esquece, extingue todos os traços de dor no coração. Passo a passo, Estou aprendendo a perdoar , a amar . Estou aprendendo a descobrir o valor que se encontra dentro de cada vida, de todos as vidas. Valor soterrado pela rejeição, pela falta de compreensão, carinho e aceitação, pelas experiências duras Vividas ao longo dos anos. Estou aprendendo a ver, nas pessoas a sua alma e as possibilidades que Deus lhes deu. Estou aprendendo. Mas como é lenta a aprendizagem ! Como , é difícil amar, amar como Cristo amou ! Todavia, tropeçando, errando, estou aprendendo... Aprendendo a pôr de lado as minhas próprias dores, Meus interesses, minha ambição, meu orgulho quando estes impedem o bem-estar e a felicidade de alguém ! Como é duro amar !Eu estou aprendendo.
Autor desconhecido

SENTIDO DA VIDA



Não sei ... se a vida é curta ou longa mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:

-Colo que acolhe
-Braço que envolve
-Palavra que conforta
-Silêncio que respeita
-Alegria que contagia
-Lágrima que corre
-Olhar que acaricia
-Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais.
Mas que seja intensa!
Verdadeira!
E pura!
Enquanto durar ...

Autor desconhecido

POR TI


Por ti, dou a vida.
Por ti , caminho pelas estrelas.
Por ti, esqueço a minha rebeldia e torno-me doce e forte.
Por ti, atravesso o mundo até encontrar-te, ainda que estejas sempre no meu coração.
Posso não ver-te, mas estarás sempre junto a mim.
Mesmo que não me fales, todos os dias conversarei contigo.
Se não puder afagar o teu rosto, dar-te-ei mil beijos nos meus sonhos.
Se souber que estás bem e feliz, todo o meu ser rejubila.
Por ti, a minha vida se preenche de amor.
Por ti, as minhas mágoas se desvanecem.
Por ti, eu sonho magias para te encontrar.
Por ti, eu escrevo tudo isto, meu filho.

MAM
2008

LAÇOS


Você já reparou como é curioso um laço... Uma fita dando voltas? Se enrosca... Mas não se embola , vira, revira, circula e pronto: está dado o laço É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço. É assim que é o laço: um laço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer lugar que se precise enfeitar E quando a gente puxa uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando devagarinho, desmancha, desfaz se o laço. Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido. E na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço. Ah! Então é assim o amor, a amizade. Tudo que é sentimento? Como um pedaço de fita ? Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço. Por isso é que se diz: laço afectivo, laço de amizade. E quando alguém briga, então se diz - romperam-se os laços.- E saem as duas partes, igual os pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço. Então o amor é isso... Não prende, não escraviza, não aperta, não sufoca. Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço.

Autor desconhecido

ANGÚSTIA


ANGÚSTIA
Tudo que criamos para nós,
de que não temos necessidade,
se transforma em angústia, em depressão...
Chico Xavier
Recomeça... se puderes, sem angústia e sem pressa e os passos que deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade, enquanto não alcances não descanses, de nenhum fruto queiras só metade.
Miguel Torga

Palavras
Que angústia escrever...
Quero que me ouçam,
mas não posso fazer com me escutem.

As palavras são indomáveis
na busca pela compreensão.

Falo amor entende Diabo,
digo rancor escuta paixão.

Não compreenda,
seja o poço da minha aflição
e diga se a água que em ti
se encontra servirá na sequidão.
Mizaj7

Agradeça a dor e angústia,
que invadem seu ser.
Agradeça,
o pranto que do peito sai,
Espere,
no tempo a vida que vem,
Confie,
na força que Deus o revestiu.
Você ainda será feliz.
zizinhojbmn


Maldita dor que habita dentro de mim...
a angustia me toma a cada segundo que passa...
é como se eu estivesse em um tribunal onde fossem
escolher o meu destino entre a cadeira eléctrica e a liberdade...
As vezes não sei se choro de tristeza por perder a
vida ou por td estar se acabando....
Da única coisa que eu tenho certeza nessa vida é da morte
seja ela da carne ou dos sentimentos.
Ana Elise Bittencourt

E eu ainda escrevo sobre o que nem sei dizer.

Uma saudade nem sei de quê.

Uma angústia que ressurge sei lá onde,

Nem porquê
Andressa Rodrigues

A angústia é uma aperto d'alma,
uma aperto tão forte,
tão intenso,
tão insensível à sua dor
que não vê as lágrimas que rolam quentes,
sofridas,
adubando o solo da esperança
de um dia ser feliz.

ESTAR SÓ NÃO É SOLIDÃO


Hoje... apetece-me estar só.
Caminhar no meio da natureza.
Ouvir o silêncio cortado simplesmente pela minha respiração.
Fechar os olhos e sentir o prazer de estar comigo.
Estar só não é solidão.


O poema que transcrevo, li-o algures. Não sei quem o escreveu, mas gostei.

ACABARAM AS FÉRIAS


Hoje é o meu último dia de férias.
Amanhã começo a trabalhar e já vivo o desespero de ficar mais uma ano a aguardar novas férias.
Felizmente que tenho um emprego, mas não consigo identificar-me com este.
Numa "casa" onde deveria haver democracia, igualdade, direitos (os deveres existem), em que os ditos "patrões" deveriam ser compreensivos, dialogar com o pessoal e tudo quanto um funcionário eleito para defender a sua classe deveria praticar. Mas, não! Tudo ali funciona ao contrário.

Não é por acaso, que nos meus primeiros 25 anos de trabalho, nunca tive uma baixa. e nestes 15 anos, tenho quase 14 de depressão e recaídas.
Até o pessoal é diferente. Quase todos descontentes - há 2 ou 3 excepções, óbvias - e todos se dobram e fingem. Pior ainda é que, em vez de se unirem uns aos outros, optam por críticas destrutivas, da maior mesquinhice. Quase que diria... quanto menos valem, mais se tapam!
Quantas saudades tenho de outros tempos em que trabalhar me dava prazer. E em que me era permitido dialogar. Mas, o que lá vai, lá vai. O presente é que conta e é com este que tenho que tentar viver, o melhor possível, os quase 7 anos que me faltam para a reforma. E, já lá vão quase 41, de trabalho.
Vou tentar sobreviver até chegarem as férias em Julho - sim, porque aqui as férias só podem ser tiradas - não funciona para todos - nos meses de Julho, Agosto e 1ª quinzena de Setembro.
MAM
11.08.08

PAI NATAL 2008


O Pai Natal prepara o trenó para as suas lides natalícias:

1. Dar comida a gente que luta contra a fome e teima em não morrer;
2.Aquecer ruas e lares de quem tem frio e nem sempre congela;
3. Substituir instrumentos bélicos pela restituição das vidas perdidas;
4.Fazer brilhar vida nos olhos cansados, angustiados e encovados pelas privações passadas;
5. Melhorar com esperança, aqueles que sofrem;
6. Distribuir igualdade entre homens e mulheres;
7. Oferecer prendas de amor, carinho e paz.

Obrigada, Pai Natal!
Que pena o Natal não durar o ano inteiro!

MAM
11.08.08

DECLARO-ME VIVO!


Saboreio cada momento.
Antigamente me preocupava
quando os outros falavam mal de mim.

Então fazia o que os outros queriam,
e a minha consciência me censurava.

Entretanto, apesar do meu esforço
para ser bem educado,
alguém sempre me difamava.

¡Como agradeço a essas pessoas,
que me ensinaram que a
vida é apenas um cenário!

Desse momento em diante,
atrevo-me a ser como sou.

A árvore anciã me ensinou
que somos todos iguais.

Sou guerreiro:
a minha espada é o amor,
o meu escudo é o humor,
o meu espaço é a coerência,
o meu texto é a liberdade.

Perdoem-me,
se a minha felicidade é insuportável,
mas não escolhi o bom senso comum.

Prefiro a imaginação dos índios,
que tem embutida a inocência.

É possível que tenhamos que ser apenas humanos.

Sem Amor nada tem sentido,
sem Amor estamos perdidos,
sem Amor corremos de novo o risco de estarmos
caminhando de costas para a luz.

Por esta razão é muito importante
que apenas o Amor
inspire as nossas acções.

Anseio que descubras
a mensagem por detrás das palavras;
não sou um sábio,
sou apenas um ser apaixonado pela vida.

A melhor forma de despertar
é deixando de questionar se nossas acções
incomodam aqueles que dormem ao nosso lado.

A chegada não importa,
o caminho e a meta são a mesma coisa.

Não precisamos correr para algum lugar,
apenas dar cada passo com plena consciência.

Quando somos maiores que aquilo que fazemos,
nada pode nos desequilibrar.

Porém, quando permitimos
que as coisas sejam maiores do que nós,
o nosso desequilíbrio está garantido.

É possível que sejamos apenas água fluindo;
o caminho terá que ser feito por nós.

Porém, não permitas que o leito escravize o rio,
ou então, em vez de um caminho, terás um cárcere.

Amo a minha loucura
que me vacina contra a estupidez.

Amo o amor que me imuniza
contra a infelicidade que prolifera,
infectando almas e atrofiando corações.

As pessoas estão tão acostumadas
com a infelicidade,
que a sensação de felicidade
lhes parece estranha.

As pessoas estão tão reprimidas,
que a ternura espontânea as incomoda,
e o amor lhes inspira desconfiança.

A vida é um cântico à beleza,
uma chamada à transparência.

Peço-lhes perdão, mas….
¡ DECLARO-ME VIVO!

Chamalú Indio Quechua

QUASE


Ainda pior que a convicção do Não é a incerteza do Talvez, é a desilusão de um Quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas ideias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no Outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto!
A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance. Para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente a paciência, porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Para os erros há perdão; Para os fracassos, chance; Para os amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance!
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando; porque embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

Sarah Westphal

O SILÊNCIO DA ALMA


Lembre-se: os silêncios mantêm os segredos, portanto, o som mais doce é o som do silêncio.Essa é a canção da alma.
Alguns escutam o silêncio na oração, outros cantam a canção em seu trabalho, alguns procuram os segredos na contemplação tranqüila.
Quando se alcança a maestria, os sons do mundo se apagam, as distrações se aquietam.
Toda a vida se transforma em meditação.
Tudo na vida é uma meditação na qual se pode contemplar o Divino e vivendo dessa forma,
aprendemos que tudo na vida é bênção.
Já não há luta, nem dor, nem preocupação.
Só há experiência.
Respira em cada flor, voa com cada pássaro, encontra beleza e sabedoria em tudo, já que a sabedoria está em todos os lugares onde se forma a beleza. E a beleza se forma em todas as partes, não há que procurá-la, porque ela virá a ti.Quando ages nesse estado, transformas tudo o que fazes numa meditação e assim, num dom, num oferecimento de ti para tua alma e de tua alma para o Todo.
Ao lavar os pratos desfruta do calor da água que acaricia tuas mãos.
Ao preparar a ceia sinta o amor do universo que te trouxe esse alimento e, como um presente
teu ao preparar essa comida, derrama nela todo o amor de teu ser.
Ao respirar, respira longa e profundamente, respira lenta e suavemente, respira a suave é doce a simplicidade da vida, tão plena de energia, tão plena de amor.
É amor de Deus o que estás respirando….
Respira profundamente e poderás senti-lo.
Respira muito, muito profundamente e o amor te fará chorar…de alegria.
Porque conheceste teu Deus e teu Deus te presenteou com tua alma.
Faz da tua vida e de todos os acontecimentos uma meditação.
Caminha na vigília, não adormecido.
Sempre és Um com Deus.
Sempre és bem-vindo à casa.
Porque teu lar é o Meu coração
e o Meu é o teu.

Neale Donald Walsch

EMBALO NO MEU SONO DE UM ANO


EMBALO NO MEU SONO DE UM ANO. REGRESSAM AS FAMÍLIAS. APESAR DA CRISE ECONÓMICA AS PRENDAS VOLTAM A AMONTOAR-SE. ACENDEM-SE AS LUZES E COMEÇA A AZÁFAMA DA COZINHA NA PREPARAÇÃO DO BACALHAU, DO PERÚ, DOS DOCES TRADICIONAIS E DE TANTOS OUTROS COMPLEMENTOS QUE NESTA DATA VÃO À MESA. É NECESSÁRIO PÔR A MESA E VERIFICAR OS ASSENTOS.

COMEÇA A CEIA. “AS COUVES ESTAVAM CARÍSSIMAS, MAS SÃO DAS MELHORES”, “JÁ TINHA COMPRADO O BACALHAU, É GROSSINHO E MUITO BOM”, “ESTE AZEITE É PURO E MUITO BOM”, “AS BATATAS ANDAM TODAS NEGRAS, MAS ESTAS SÃO BOAS E SABOROSAS”, “ESTÁ TUDO MUITO BOM”, “DÁ-ME A TRAVESSA DO BACALHAU”, “PODES PASSAR-ME AS COUVES”, “ OS OVOS DÃO PARA TODOS”.

É ÓBVIO QUE ENTRE O PRATO E OS DOCES, HOUVE UM INTERVALINHO PARA RETIRAR A LOIÇA SUJA E AS TRAVESSAS MEIO DESPEJADAS – AINDA DÁ PARA FAZER A ROUPA VELHA, PARA AMANHÃ, JUNTAMENTE COM O PERÚ RECHEADO QUE É, PARA MIM, UM PRATO DELICIOSO – DÁ-SE UMA LIMPESINHA NA MESA E, LÁ VEM MAIS UM DESFILE DE DOCES, BOLOS E FRUTAS. “AS SOBREMESAS FORAM FEITAS À PRESSA” “PASSA-ME AÍ A TIJELA, SE FAZES FAVOR”, “DÁ-ME AÍ O PÃO, ESTÁ ÓPTIMO”, “ESTE QUEIJO É UMA DELÍCIA”, “PASSA-ME ESSE DOCE”.

DEPOIS DE ALGUMA DISCUSSÃO DE QUE “ É ANTES OU DEPOIS DA MEIA NOITE”, PASSA-SE À SESSÃO SEGUINTE: OS PRESENTES. E NOVOS COMENTÁRIOS SURGEM. “ESTE ANO OS PRESENTES SÃO SÓ PARA AS CRIANÇAS”. LEMBRO-ME DE JÁ TER OUVIDO ISTO EM ANOS ANTERIORES. MAS, QUANDO CHEGA A HORA DA DISTRIBUIÇÃO, ASSISTE-SE A UM VERDADEIRO DESFILE EM QUE “NÃO HÁ MÃOS A MEDIR” PARA CONSEGUIR DESPACHAR OS MONTES DE EMBRULHOS ANTES QUE ALGUNS ADULTOS ADORMEÇAM. “FULANO DE BELTRANO”, “AH, ENGANEI-ME, ESTE É PARA…”

“NÃO SABIA O QUE HAVIA DE COMPRAR”, “É MUITO GIRO”, “AINDA FOI CARO”, “É SÓ UMA GRACINHA”, “FICA-LHE MESMO BEM”. “HAVIA LÁ OUTRO, MAS ACHEI QUE ESTE FICAVA MELHOR”, “ACERTEI MESMO NA MEDIDA”, “DESCULPE SER POUCO, MAS A SITUAÇÃO ESTÁ MÁ” . OS COMENTÁRIOS REPETEM-SE TODOS OS ANOS.

AS CRIANÇAS, PARA QUEM O PAI NATAL NÃO EXISTE, LIMITAM-SE A ABRIR AS PRENDAS ÁVIDAMENTE E A AMONTOÀ-LAS AO LADO, JÁ DESEMBRULHADAS.

HÁ SACOS E SACOS SÓ COM PAPÉIS DE EMBRULHO E ALGUNS DOBRAM-NOS COM CUIDADO PARA SEREM UTILIZADOS NOUTRA OCASIÃO.

FINALMENTE, É TEMPO DE DESPEDIDAS, COM UM “AMANHÃ NÃO POSSO VIR ALMOÇAR, PORQUE…” OU UM “ AMANHÃ CÁ NOS ENCONTRAMOS”. É TARDE E CADA UM SEGUE O SEU CAMINHO RUMO A CASA OU À CAMA.

COMO ESTÁ A MINHA FAMÍLIA? OH! NEM HOUVE TEMPO PARA CONVERSAR, ALIÁS ATÉ ACHO QUE JÁ NOS DESABITUÁMOS DE O FAZER.

PROCURO UM CONCEITO DE “FAMÍLIA”: “A FAMÍLIA TRADICIONAL, É CONSTITUÍDA POR UM HOMEM UMA MULHER E OS SEUS FILHOS, BIOLÓGICOS OU ADOPTADOS, HABITANDO EM UM AMBIENTE FAMILIAR COMUM.”.

ESTE CONCEITO PARECE ULTRAPASSADO POR NOVAS FORMAS DE ORGANIZAÇÃO FAMILIAR DE PAIS SEPARADOS EM QUE FILHOS SE CONJUGAM DE SITUAÇÕES ANTERIORES E ACTUAIS, MÃES SOLTEIRAS OU HOMOSSEXUAIS QUE TÊM A SEU CARGO FILHOS DE RELAÇÕES ANTERIORES, AVÓS QUE TÊM QUE PARTILHAR A EDUCAÇÃO DAS CRIANÇAS E TANTAS OUTRAS SITUAÇÕES INDIVIDUAIS QUE AQUI SE INCLUEM. É A ÉPOCA, CHAMADA DE “OS MEUS, OS TEUS E OS NOSSOS”. DE AMOR E DESAMOR.

MAS O QUE É IMPORTANTE É QUE ESTIVEMOS JUNTOS NO NATAL. ATÉ PARA O PRÓXIMO ANO!

13.OUTUBRO.2008
MAM

NOSTALGIA


5 horas de manhã e não consigo adormecer. Estas últimas semanas têm sido algo complicadas. O cansaço, as alergias e a instabilidade do tempo já me afectavam o bastante. Com a ida do meu pai para o hospital, foi um pouco o caos.
Despachar os registos de manhã, não ter tempo para comer nem para ir às compras. Ter que "fiscalizar" a situação: as dores de cabeça do meu pai desapareceram. no hospital.
Vou ter que continuar a perceber a razão. Os avisos estão feitos. Os falsos modos de tratamento incomodam-me. A minha maior sensibilidade e falta de defesas faz-me dobrar a atenção e a revolta.
As palavras dele "à parte" ainda mais me esclarecem e incomodam.
Já é domingo, são quase 5h e meia da manhã e ainda não dormi. Vou tentar descansar.
MAM
05.09.2010

DANÇAR É ESCREVER COM O CORPO


Dançar é escrever com o corpo
no espaço estendido á frente,
alongar-se,encolher-se,
rodopiar,
inclinar-se.
jogar-se em absoluta confiança
no Outro que a(m)para,
depois de centenas de ensaios...
Dançar é tocar música
com gestos,com os pés,
absolutamente sem voz,
na arrasadora maioria das vezes.

Dançar é interpretar com meneios
e oscilações impressionantes
ao nosso olhar supreso,
pois temos os pés no chão,
as nuances da mensagem,do enredo,
da palavra em das formas desenhadas
no espaço...

O corpo é o instrumento dos dançarinos:
suas mãos-libélulas,
suas mãos- borboletas,
suas mãos-colibris
escrevem versos no ar...
Seus pés com centenas de micro-fraturas,
seguem intinerários
que a cada instante
recomeçam
e recomeçam,
e se repetem...
A coluna é de borracha,de látex,de seda...
Curva-se,ancaixa-se,projeta-se.
e como dói,mas que importa,
se é o centro do soma?...

O rosto parece cheio de luz
e não revela os sofrimentos
nem os cansaços...
Há um sol em cadaum dos olhos,às vezes,um luar de ouro,
pois sempre brilham de prazer,
no vício sagrado
impossívelde desfazer
Já vi balerinos em cadeiras de rodas,
cada célula a vibrar,
como se fosse um palco
particular.
Já osvi com próteses de celulóide,em pleno vôo...
Já vi os que não mais podem
bailar,tornarem-se mestres,
para que osOutros possam dançar por eles...

Quemagnífica mensagem vemos nas sapatilhas
esfarrapadas e disformes,
que foram um dia de superfície lisa e brilhante,
cetim e forma...

Quantos já dançaram com pés sangrando,
joelhos inchados,microfraturas?

Quantos choravam lutos e perdas
enquanto sorriam?

O dançarino é feito de retalhos dos deuses,
lançados pela Terra,
para que não possam ser esquecidos
em sua divindade...
O dançarino tem um pouco de ave e de borboleta
ou libélula,ou pluma,ou floco de algodão,
ou pétala,ou poalha ,
a dançar na luz...

Clevane Pessoa de Araújo Lopes

Você tem escolhido os espelhos nos quais se reflete?



Nos momentos em que sentimos que a vida nos parece sem sentido, não temos mais aquela vontade de fazer as coisas que sempre gostamos, percebemos que não temos perspectivas para o futuro, a vida parece monótona... Significa que estamos nos desviando de nossa rota...

Mas que rota? A missão que escolhemos, assumida junto com o Criador, para exercer nesta vida.

E como fazer para enxergar este caminho? Ouvir nossa voz interior, resgatar nossa essência.
E como fazemos isso? Voltando-se para dentro de si, afastando-se do externo e



voltando-se para o interno, o Eu mais profundo. Pergunte-se para si mesmo : Quem sou eu?

Costumo utilizar uma metáfora com meus pacientes para exemplificar esta situação, perguntando para eles: “Em que espelhos você tem se refletido?” Como assim?

As pessoas com quem nos relacionamos são como espelhos. Através desses espelhos recebemos a imagem (ou feed-back) sobre nós mesmos. Portanto, a imagem refletida pelo outro tem influência sobre nossas percepções de nós mesmos. Seja ela positiva, seja negativa.

Cada grupo social de que participamos é como uma sala de espelhos onde cada pessoa é uma parede ou espelho, e a qualidade desses espelhos (pessoas) podem influenciar nosso julgamento sobre nós mesmos. Portanto, procure escolher bem os espelhos nos quais você costuma se refletir...

Existem espelhos que refletem suas virtudes, mas alguns preferem refletir somente suas qualidades negativas através de críticas negativistas, pessimistas e repressoras. Muitas vezes, estamos vivendo numa sala onde todos os espelhos só refletem nossos defeitos fazendo com que nos sintamos fracos e pessimistas perante a vida, o que, na realidade, não é verdade pois somos imagem e semelhança de Deus, portanto somos seres bons e perfeitos. Somos Amor...

Afastar-se dessas salas e desses espelhos, pelo menos periodicamente, pode nos fazer muito bem. Em alguns momentos, voltarmos para dentro de nós mesmos sem as influências desses reflexos externos, mas somente refletindo nossas luz interior e buscando nossa essência, nossas motivações mais profundas e honestas, com certeza nos trarão o entusiasmo e a alegria de viver.

As críticas podem ser construtivas, por isso devemos também pensar se estamos errando em nossas atitudes para com o outro, mas também, devemos ter em mente que a responsabilidade por nossa felicidade é somente nossa e a aceitação ou não das críticas negativas também é opção nossa.

Ter consciência de que podemos ser felizes desde que não façamos o mal para o outro pode ser esclarecedor se refletirmos mais profundamente...

Pense e "reflita" sobre isto...

Roberto Dantas

SOBRE MIM


Estar calmo estar vazio, estar seguro por um fio...
Vivo pensando que posso
Vivo esperando sempre ser capaz
Olho para os teus olhos
Olhos então de uma criança
Espero pinta-los
Dar-lhes o toque da esperança
Quero sempre o impossível
Dizer o indizível
Aproveitar a efemeridade
Esperando sempre que dure uma eternidade...
Entrego-me a mim
Como nunca me entreguei antes
Procuro e busco o que n tenho
Para assim aparecer ante vos
Ser alguém capaz de falar
Ser um ser capaz de amar,
Mas continuando a tentar voar!

Autor desconhecido

TEMPO DE TER TEMPO


Aqui pode ser longe dentro de mim:
há sempre a música imprevista de um verso novo
assomando no postigo do momento.

Quem dera que o tempo que tenho
fosse tempo de ter tempo
como não tenho agora.
Um qualquer tempo lento, sonolento
que, livre, me desse tempo
para semear o meu tempo
Tempo de viajar vagarosamente
pelos meandros da memória.
Que não os silêncios que perdemos
no afã do tempo que não temos.

Sei que o tempo me consome,
que envelheço, que entristeço.
que nesta procura do tempo que passa,
perco o tempo que procuro
na busca do tempo que não tenho
Autor; desconhecido

SE


Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,
Sê um arbusto no vale mas sê
O melhor arbusto à margem do regato
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.


Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas.

Pablo Neruda

TOQUE DE CARINHO


Eu hoje vim aqui, para te lembrar o quanto és especial
O quanto é importante o que fazes
E, o quanto é importante o fazer com amor
Sei que sabes tudo isso
Mas eu sinto prazer em dizer-te
Em lembrar o tesouro de valor inestimável que és.
Deixa-te embalar por uma música suave
Continua a fazer o que estás a fazer,
Porém,
Enquanto isso
Sente a minha amizade
Enquanto ouves a música
Sente que uma energia especial se espalha pelo ambiente
É uma energia doce, suave, amorosa
Ela impregna cada canto
E, ao respirar
Tu absorve-la pelo topo de tua cabeça e ela impregna todo o teu ser
À medida que o teu ser é tomado por ela
Tu percebes que uma luz intensa se manifesta
Ela está dentro de ti, à tua volta e através de ti
Essa luz é a tua beleza que está a mostrar-se
Vê como és um ser belo
Sente como a tua beleza contribui para que tudo à tua volta brilhe intensamente
Quando tens consciência de toda a tua beleza
De toda a tua luz
Tens consciência também
Deste potencial ilimitado que possuis
Tu mereces realizar tudo o que desejas
Tu podes realizar tudo o que desejares
Basta para isso, que o decretes
Visualiza essa manifestação
E confia
Tu és especial
Tu és linda
Tu és amada
Estar ao teu lado é um presente de valor inestimável
Vive este momento
Vive intensamente
Liberta-te do passado
Esquece qualquer mágoa, rancor, culpa
Focaliza apenas os bons momentos que a vida te presenteou
E, SÊ FELIZ

Autor desconhecido

PEDRAS NO CAMINHO


"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço que a minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá à falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.

É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."


Fernando Pessoa

HEROES AND SAINTS


Apague as luzes
Descanse o seu momento
Me deixe sozinho, docinho
Esta lua-de-mel está óptima
Alivie seu ânimo devagar
Deixe seus pensamentos ruins lá fora
Chegou a hora, de descansar esses olhos cansados
Para sempre e sempre, esses votos sagrados que demos descansarão à minha volta
Eles são mais fortes que qualquer coisa, qualquer coisa

A noite está óptima
A noite está boa
Entre seus braços a satisfação acende
Deus nos livre, nós vamos nos queimar!
Heróis e santos, melhor ficarem ao nosso lado agora
Ao nosso lado

A razão diz -
Por favor não acabe,
A fortuna é do jeito que oscila
Certamente vamos nos virar.
A traição vive, e sempre que eu prego
No fundo, essas promessas desaparecem.
Pela canção de ninar nestas nossas noites
Coloque nossas apostas aqui
Para sermos mais forte que qualquer coisa
Qualquer coisa

A noite está óptima
A noite está boa
Entre seus braços a satisfação acende
Deus nos livre, pois vamos nos queimar!
Heróis e santos, melhor ficarem ao nosso lado agora

A noite está óptima
A noite está boa
Entre seus braços a satisfação acende
Deus nos livre, pois vamos nos queimar!
Heróis e santos, melhor ficarem ao nosso lado agora

A noite está óptima
A noite está boa
Entre seus braços a satisfação acende
Deus nos livre, pois vamos nos queimar!
Heróis e santos, melhor ficarem ao nosso lado agora

Nestas nossas noites solitárias

AMIGOS SÃO COMO MÚSICA


Eles entram na vida da gente e deixam sinais.
Como a sonoridade do vento ao final da tarde.
Como os ataques de guitarras e metais presentes em
cada clarão da manhã.
Amigo é a pessoa que está ao seu lado e você vai
descobrir, olhando no disco do olhar.
Procure escutar:
Amigos foram compostos para serem ouvidos,
sentidos, compreendidos, interpretados.
Para tocarem nossas vidas com a mesma força do
instante em que foram criadas, para tocarem suas
próprias vidas com toda essa magia de serem músicas.
E de poderem alçar todos os vôos, de poderem
cumprir todas as notas, de poderem cumprir, afinal, o
sentido que a eles foi dado pelo compositor.
Amigos são pessoas como VOCÊ.
Amigo têm que fazer sucesso...
Mesmo que não estejam nas paradas;
Mesmo que não toquem no rádio.

Autor desconhecido

A CAMINHO DA VIDA


Certa alma, às vésperas de vir para a Terra, foi à presença de Deus e Lhe disse: Senhor, já que decidiste mandar-me para o mundo, venho trazer-Te meus pedidos. - Quero ser como o escuro da noite que dá proteção àqueles perseguidos pela injustiça ... ... ser como o prateado da lua que leva uma réstia de luz para aqueles que abandonam seus sonhos ... ... ser como o brilho das estrelas, oferecendo pontos luminosos para os que se perdem nas trevas da amargura ... ... ser como as cores do alvorecer e do arco iris, lembrando os desalentados de que não há tempestades eternas ... ... ser como o calor do sol que aquece os corpos e as almas daqueles que sentem frio ... ... ser como o canto dos pássaros para alegrar os ouvidos dos tristes ... ... ser como os frutos e a sombra das árvores para oferecer alimento e descanso aos viajantes cansados ... Senhor, quero ter a nobreza dos animais para jamais insultar a Vida ... ... ter a fidelidade do cão para levar aos maus o perdão e o Amor Incondicional ... ... ter a inocência da criança, para demonstrar que é possível prosseguir a caminhada após a queda ... Reveste-me, finalmente, do senso de Justiça e de Amor do Seu Filho. Senhor, fazei-me capaz de ser o que peço! Assim Deus lhe respondeu: " Tranquiliza-te, alma inquieta ... Vou dar-te algo que é suficiente para tudo que me pedes: o Poder de realizar as tuas vontades. Tu poderás escolher o caminho do Bem ou trilhar as trevas do egoísmo mundano. Tu poderás TUDO! Vou mandar-te para o mundo na forma de Ser Humano "

(Autoria: Silvia Schmidt)

AS ESTAÇÕES DA VIDA


Era um dia de Primavera. Sentia-se no ar que a vida começava a desabrochar. As ervas brotavam nos campos. As flores espreguiçavam as suas pétalas. As abelhas preparavam os seus exércitos de operárias para a industrialização do seu mel. Nos ninhos, ouvia-se um doce chilrear saídos de uns biquitos que começavam inquietamente a despontar para a vida e que aguardavam com ansiedade os pedacitos de alimento que os seus progenitores lhes haveriam de trazer. Tudo era paz e ânsia de viver.

Costumavam chamar-lhe infância.

Os dias passavam um após o outro e cada um era diferente do anterior. Novos encontros, novas vivências, novas expectativas, algumas alegrias, algumas tristezas. Era a paz de um lar garantido.

Mas, um dia, inesperadamente, desabou uma tempestade sobre aqueles campos, encheram-se de água, o vendaval varrera as lindas flores e quebrara muitos ramos daquelas árvores cujos troncos se previa que um dia ajudariam a construir lindos móveis de um lar de paixão.

Tudo estava arrasado e demolido. O desalento instalou-se e o tempo perdido pesava nas suas vidas.

Mas, o sol regressou e trouxe esperança, surgindo com tanto calor que intensamente se vivia aquele amor. Mutuamente acompanhavam-se e viviam momentos de grande ternura. Tudo era doce e quente.

Os frutos amadureceram e, muitos, participaram em grandes repastos satisfazendo os apetites ávidos de algumas bocas, outros, caíram no chão com o seu já maduro peso, acabando debicados por aves e vermes.

E o Outono chegou, as árvores decoraram-se de quentes cores de castanho, amarelo e vermelho. O frio e o vento chegaram e, as folhas caíram cobrindo todo o solo como se ali existisse um extenso tapete.

As chuvas alagaram as fortes e profundas raízes daquelas árvores. O frio transformou-se em neve. Apenas o espectro dos troncos das árvores e dos seus galhos deixavam aperceber as suas formas, Tudo era frio e vazio. A solidão estava.

Que mais poderia esperar e desejar? O frio regelava-lhe os ossos, apenas cobertos por uma escassa camada de pele já enrugada e seca. Os olhos encovados olhavam apenas as recordações de um passado já muito longínquo. Já quase não sentia o sofrimento do presente. As mãos, esqueléticas e rugosas, pendiam cruzadas no seu regaço.

O silêncio era de morte. Subitamente, a vida sorriu-lhe, sussurrando um nome que mal se ouviu, ainda lhe pareceu ver o clarão de uma tempestade e, logo, tudo escureceu.
29.03.98
MAM

ACASO


"Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, pois cada pessoa é única
e nenhuma substitui outra.
Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, mas não vai só
nem nos deixa sós.
Leva um pouco de nós mesmos,
deixa um pouco de si mesmo.
Há os que levam muito,
mas há os que não levam nada.
Essa é a maior responsabilidade de nossa vida,
e a prova de que duas almas
não se encontram ao acaso. "
Antoine de Saint-Exupéry

A AVÓ É.....by Rita




A avó Antónia é:
• Bonita;
• Simpática;
• Extrovertida;
• Engraçada;
• Maluca ;)
• Apaixonada pelo Pups :b
• Adorada pelas netas (:
• Alegre;
• Inteligente;
• Querida;
• Teimosa;
• Sensível;
• Ranhosa (a)
• Amiga;
• Maravilhosa;
• Sincera;
• Janota x)
• Honesta;
• Gulosa;
• Faladora;
• Carinhosa;
• Social;
• Fofinha;
• Baixinha :D
• Sonhadora;
• Divertida;
• Gozona;
• Sexy :b
• Doida;
• Baril;
• Chavala;
• Gata (L)
• Compreensiva;
• ÚNICA @

GOSTO MUITO DE TI @

A avó é muito amiga, se não fosse ela não sei o que era de mim, ela é mesmo única, é caso para dizer:
Se eu podia viver sem ti? Podia, mas não era a mesma coisa.
Ás vezes é um bocadinho chata, mas pronto xD

Como tu adoras tirar fotos ás árvores, até meto aqui um coração feito por uma árvore
27.02.2010, FEITO POR: Rita Jesus, a neta mais linda do mundo 

A AVÓ É.....by Margarida


A avó é amiga e não má. Ela trata bem de mim e é uma avó espectacular. Adora ajudar os que precisam e mesmo aqueles que não precisam. Ela é simpática, gira, carinhosa, adora os seus gatos, e as suas netas.
As vezes nem tenho palavras para explicar o quanto gosto dela e o quanto ela é importante. Mas também não me posso esquecer que as vezes ela não bate bem (ó melhor, quase sempre)…………
AQUILO QUE ELA FAZ COMIGO:
A avó faz comigo os trabalhos de casa e ajuda-me neles.
É ESTA A MINHA AVÓ, A AVÓ QUE EU NUNCA ESQUECEREI !!!!
! ADORO-TE!
PARA SEMPRE ………..
27.02.2010
Margarida

A VIDA ME ENSINA


A vida me ensina...
A dizer adeus às pessoas que amo,
Sem tirá-las do meu coração;
Sorrir às pessoas que não gostam de mim,
Para mostrá-las que sou diferente do que elas pensam;
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade,
Para que eu possa acreditar que tudo vai mudar;
Calar-me para ouvir;
Aprender com meus erros .
Afinal eu posso ser sempre melhor.
A lutar contra as injustiças;
Sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo,
A ser forte quando os que amo estão com problemas;
Ser carinhosa com todos que precisam do meu carinho;
Ouvir a todos que só precisam desabafar;
Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos;
Perdoar incondicionalmente,
Pois já precisei desse perdão;
Amar incondicionalmente,
Pois também preciso desse amor;
A alegrar a quem precisa;
A pedir perdão;
A sonhar acordada;
A acordar para a realidade (sempre que fosse necessário);
A aproveitar cada instante de felicidade;
A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar;
Me ensinou a ter olhos para "ver e ouvir estrelas", embora nem sempre consiga entendê-las;
A ver o encanto do pôr-do-sol;
A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser;
A abrir minhas janelas para o amor;
A não temer o futuro;
Me ensinou e esta me ensinando a aproveitar o presente, como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesma tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher.
Sou feliz amo minha vida, minha família, meus amigos, meu amor, meus colegas, meus rivais!!!

[Charles Chaplin]

ERA UM DIA


Era um dia de Primavera. Sentia-se no ar que a vida começava a desabrochar. As ervas brotavam nos campos. As flores espreguiçavam as suas pétalas. As abelhas preparavam os seus exércitos de operárias para a industrialização do seu mel. Nos ninhos, ouvia-se um doce chilrear saídos de uns biquitos que começavam inquietamente a despontar para a vida e que aguardavam com ansiedade os pedacitos de alimento que os seus progenitores lhes haveriam de trazer. Tudo era paz e ânsia de viver.

Era um dia de Verão. Os frutos amadureceram saciando algumas bocas e outros caíram no chão com o seu já maduro peso, acabando debicados por aves e vermes. O calor era intenso, tudo era doce e quente e as férias convidavam ao lazer e ao amor.

Era um dia de Outono. As árvores decoraram-se de quentes cores de castanho, amarelo e vermelho. O frio e o vento chegaram e, as folhas caíram cobrindo todo o solo como se ali existisse um extenso tapete. Tudo convidava ao sonho e à melancolia.

Era um dia de Inverno. As chuvas alagaram as fortes e profundas raízes das árvores, os rios alargaram os seus caudais. O frio transformou-se num manto de neve e apenas o espectro dos troncos das árvores e dos seus galhos deixavam aperceber as suas formas. A solidão estava. Tudo era frio e vazio.
MAM

A PACHA FOI MÃE. NASCEU O PUPS




Quando em Agosto de 99, fomos de férias para Sesimbra, a Pachá era já uma apetitosa adolescente, pois eu bem percebia que ali à volta do quintal um enorme gatão esperava uma oportunidade para ficar a sós com ela. Na minha boa fé, pensei que isso não a afastaria ali de casa por isso lhe dei toda a liberdade.

Um dia em que fui um pouco até à praia, deixei um postigo aberto e quando cheguei tive um dos maiores desgostos da minha vida de dona de uma gata. Chamei, procurei, gritei, andei às voltas pelos arredores da casa, mas ... nem sinal da Pachá. Veio a noite e eu sempre muito chorosa, receava que ela tivesse sido atropelada ou raptada. Passeei as bermas da estrada, nenhum indício da minha companheira e amiga – ou não seria? Teria ido mesmo embora, de livre vontade? Passei a noite entre a cama e as janelas. Deixei alguma comida do lado de fora, não fosse ela aparecer e ter fome. No dia seguinte, o prato estava limpo. Fiquei cheia de esperança. Continuei a chamá-la e a procurá-la. Daí a pouco ouvi miar. Era o gato, que provavelmente vinha em busca de mais comida. Eu, já tinha combinado ir jantar a casa de uns amigos. Enquanto regava o quintal, ía gritando pela Pachá. Podia ser que se estivesse perdida e ouvisse a minha voz viesse ao meu encontro. Mas... nada!

Fui jantar a casa dos meus amigos, com a lagrimazinha sempre no canto do olho e, confesso que estava até desejosa que o jantar terminasse para vir para casa esperar a minha gata.

Quando cheguei a casa, a primeira coisa que fiz foi dar uma volta ao quintal e à casa, chamei-a tão angustiadamente que, quando ouvi um miar por resposta vindo do lado de fora do muro, eu quase o galguei e as lágrimas corriam-me. A Pachá estava ali!

Entrou em casa e parecia-me assustada. Foi-se deitar, não comeu e quis ficar sozinha. Apesar de me apetecer abraçá-la, respeitei a sua vontade. Estava tão feliz por ela ter regressado.

No dia seguinte, tudo aparentava ter voltado ao normal. Mas, ao fim da tarde, ao ouvir uma grande algazarra no quintal fui ver. A Pachá corria para cima do muro e o gato desaparecia através das grades do portão. Fui buscá-la, estava assustada. Verifiquei então que aquele encontro entre eles não fora um encontro casual.

A partir desse dia a vida da Pachá iria modificar. Deixou de ter crises de cio e começou a engordar um pouco, em especial na barriga. Eu nunca presenciara uma gravidez de gata, apesar de não ter uma grande barriga e não ter a certeza se era ou não gravidez, esta eventual situação era para mim uma total novidade.

Passaram quase dois meses e, quando um dia cheguei a casa, havia uma posta de sangue no chão. Pensei: se calhar isto é normal e se estava grávida deve ter perdido os bébés. Fiquei preocupada mas fiquei a aguardar.


Dois dias depois, num Sábado, 30 de Outubro de 1999, tive uma reunião de condomínio, após o que nos e juntámos alguns amigos para almoçar fora. Mas, eu continuava preocupada. E se houvesse algum problema com a Pachá? Do Restaurante, resolvi telefonar à veterinária. Acabou por me informar de que o tempo de gravidez de uma gata é de 56 dias e não de 4 meses, como eu pensava. Aconselhou-me a regressar a casa, pois poderia ser necessária, visto aquele ser o primeiro parto da Pachá. Almocei o mais rapidamente que me foi possível. E quando cheguei a casa eram quase três horas da tarde.

Corri para a cama da Pachá e, bem juntinho a ela estava um ser tão pequenino que me fez emocionar, era branco com umas pequenas manchas castanhas e tinha sensivelmente uns oito ou dez centímetros, creio.

Estava muito limpinho e não havia qualquer vestígio do parto, ela tinha feito todo o trabalho.

E eu não estava ali quando ele chegou !... Tive tanta pena ! Já não saí de casa nesse dia, fiquei à espera de outros partos, pois sempre ouvi dizer que as gatas tinham sempre ninhadas e muito raramente pariam apenas uma cria. Fiquei o resto do dia a “adorar” aquele cenário tão lindo e tão terno.

A PACHA



Era Sábado, Agosto de 97, e nas várias vezes que tive que sair à rua nesse dia, apercebi-me que uma gatinha de pelo atigrado muito pequenina procurava companhia junto às pessoas e crianças que conversavam e brincavam numa praceta, perto de minha casa. Reparei até que, num espaço de jardim ali existente, e onde a minha neta brincava com algumas crianças, a gatita tentava entrar na brincadeira escondendo-se atrás dos arbustos. Achei engraçada a fácil comunicabilidade que aquele ser tão pequenino tinha a introduzir-se nas brincadeiras das crianças e na aproximação que fazia às pessoas que estavam por perto. Pensei que a gatita pertenceria talvez a algum morador de um rés-do-chão local.

Por mais uma ou duas vezes que por ali passei lá vi a gatita, saltitante de um lado para o outro. Quando à noite regressava a casa, mais uma vez vi a bichana, desta vez rondando a porta do prédio onde moro. Provavelmente o que a levara ali, seria um grupo de rapazes que ali se costumam juntar, ao fim do dia, para confraternizar antes do recolher a casa para dormir. Curiosa, e porque já era de noite, perguntei se sabiam a quem pertencia a gatita. Não sabiam, apenas já tinham reparado que ela os acompanhava de perto, escondida debaixo de algum carro.
Então ocorreu-me que estaria abandonada e obviamente o que que ela procurava era alimento, carinho e protecção. Era mais um dos muitos animais que alguns adultos resolvem abandonar, talvez para poderem ir de férias descansados.
Não resisti, aproximei-me e peguei-lhe. Ela não ofereceu qualquer resistência, parecia até que estava à espera desse gesto.
Era uma ternura. Não consegui voltar a colocá-la naquele chão tão frio e desprotegido. Levei-a comigo.
Apesar de sempre ter muito carinho por animais, nunca tivera tido possibilidade de os ter em casa, até porque sou asmática e essa á uma situação proibida. Mas eu sentia que aquele animal tão pequenino não estava à minha porta, por acaso. A minha casa e o meu lar esperavam-no.

Quando cheguei a casa, é que me apercebi que não tinha para lhe dar condições de habitabilidade. Não sabia que idade tinha, o que comia, o que precisava. Era tarde, não podia ir comprar nada que nos ajudasse. Para já, o que tinha para lhe dar era muito carinho, uma cama adaptada num cestinho de verga, onde acomodei uma camisola de lã, já usada e quentinha, e uma tijelinha com leite. Era tudo o que, de momento, tinha para oferecer. Apesar disso, ela nada comeu e, apenas dormiu repousadamente.

A noite pareceu-me longa e sempre com a preocupação de assistir à gatita. Pela manhã já ela saltitava e me perseguia onde quer que eu fosse. E, mal chegou a hora de abertura do supermercado, lá fui eu pesquisar o que havia comercializado para felinos: latas de comida, biscoitos, leite, casa de banho, areia, um ou dois brinquedos, uma coleira com guizinho, uma escova para pentear e shampoo.

Foi a partir destas circunstâncias que, pela primeira vez na minha vida, tive um animal doméstico, mesmo correndo o perigo de poder vir a ter algumas crises de asma acrescidas. O que, no princípio até aconteceu.
Mas, uma parte da minha vida mudou. Eu atravessava uma fase não muito boa da minha vida, tivera um esgotamento e estava ainda a restabelecer-me dessa depressão, sentia-me só, infeliz, os meus dias simplesmente “passavam”. O meu filho casara, a neta, que adoro, tinha nessa altura dois anitos, mas a minha casa não era um lar.
Afinal aquele animal precisava um pouco daquilo que eu precisava dar e receber: carinho, atenção, uma partilha mútua de sentimentos, sim porque eu acredito no sentimento dos animais. Sentia a responsabilidade de um ser pequenino e inofensivo, que me esperava quando eu chegava do emprego. Estava nas suas sete quintas, comia, dormia e brincava. Ensinei-lhe onde fazer as suas necessidades fisiológicas, mostrando-lhe a sua casa de banho e “cavando” em conjunto com ela na areia. O instinto e a higiene dos gatos é perfeita. Era sempre ali que ela ía quando precisava. Quando estava satisfeita, ficava deitada muito refasteladamente, como se nada mais existisse. Foi assim que lhe pus o nome de PACHA.

Logo que me foi possível fui com a gata ao veterinário. Segundo ele, a gatita teria uns três meses, teria nascido em Maio de 1997. Levou as vacinas, mas quando ele já estava em idade de ter o cio e poder acasalar, como não contactava com outros animais, nunca tratei convenientemente da devida precaução.

E lá foi crescendo, apesar de ser uma óptima companheira, mantinha uma característica muito acentuada: era demasiado felina. À excepção dos períodos em que estava com cio, não se aproximava nem permitia aproximação das pessoas que não via habitualmente. Eu, era a única pessoa que lhe pegava e a quem ela procurava voluntáriamente, mesmo assim tinha aquela forte personalidade forte dos gatos “eu é que comando os meus instintos”, “amo, quero ser amada, mas sou independente”.

Quer por isso quer porque brincava muito com ela, as minhas mãos e pernas alternavam com arranhões maiores e mais pequenos. Brincávamos às escondidas, jogávamos com uma bolinha pequenina. Houve um período em que eu fiquei doente e na cama, eu mandava a bola para o corredor, ela tentava defendê-la e quando não a apanhava no ar ía buscá-la para cima da cama, outras vezes brincávamos em cima da cama, ela empurrava a bola com a pata na minha direcção e eu retribuía. Formávamos uma equipa perfeita.
Quando eu ía de férias para fora de Lisboa, a Pacha tinha duas alternativas: se fosse possível ía comigo, caso contrário ficava na Lapa em casa da tia Ofélia.

A tia Ofélia é uma amiga minha, já de há muitos anos, e que adora gatos mas não faz parte dos seus planos adoptá-los. As visitas da Pachá lá a casa, não passam de quebras de rotina. Mas eu sei que, apesar de a Pacha estranhar as primeiras horas, adapta-se muito bem ao convívio com a “tia”. E, quando chega o dia de ir buscá-la, acontece sempre estar zangada comigo. Confesso que até hoje ainda não percebi se é por se sentir demasiado bem ali, ou por se sentir traída pelo meu abandono.

Algumas vezes em que partilhámos férias em Sesimbra, na casa de uma prima minha, a Pachá andava felicíssima. A casa tem um quintal e ela adora deitar-se na terra, à sombra dos arbustos. Algumas vezes, aconteceu trazer-me, ainda viva, uma coitada duma sardanisca que apanhara no quintal. A bicha tentava a todo o custo escapar-se-lhe mas sempre que a Pachá a colocava no chão, metia-lhe imediatamente uma pata em cima como se estivesse a marcar posse e olhava para mim como se me quisesse transmitir o orgulho que tinha por ter conseguido realizar tal façanha.
E os primeiros dois anos comigo foram-se passando assim. Partilhávamos alegrias e tristezas.

Houve também umas férias em que eu e a Pachá fomos para a Quinta de um primo meu. Quando chegámos, de carro, ela fez logo uma pose para a fotografia.
Foi a primeira vez que ela viu outros gatos. Mas eu creio que, à data, ela nem se apercebeu muito bem se haveria muito em comum entre eles.

A Pachá sentia-se tão importante!

JOLAS - Brincalhão e traquinas




Pois é, começo por dizer que sou um tipo porreiraço, meigo, gosto de andar atrás da dona. Às vezes meto-me à frente das pernas dela e ela kuase cai, mas é só para a acompanhar.
No que toca a traquinices, curto bué brincar, saltar para cima das mesas todas, ainda que a dona esteja a comer... tb kero ver o k ela come, né?
Adora fazer corridas loucas e "derrapar" no fim do corredor. Não, o corredor não é grande, só que qd a dona tem as portas escancaradas, da sala e da cozinha e, vejo aquele "espação", fico louco e dou cd corrida...mas esqueço-me do espaço que não existe e lá vou eu a derrapar...e aí vão tapetes e td o que encontro pela frente. A dona diz que eu desarrumo td.
Às vezes tb acontece querer saltar da mesa para uma bancada da cozinha e... não sei se preciso de óculos,,, mas o facto é que nem sempre acerto. E qd acerto na cadeira e vou eu e cadeira parar ao chão... A dona fica bué chateada pq as horas dela não são iguais às minhas, e isto tb acontece de madrugada!
E, por isso, ela não me deixa ir dormir para o quarto dela. Acho que qd ela está a dormir e eu mando coisas ao chão ou ando aos pulos nos móveis, ela acorda e diz logo o meu nome bué da alto!!! Não sei porquê, eu acho que não sou surdo e àquela hora ela não devia gritar assim.
Mas, com esta situação lá vou eu e o Botox, que me acompanha nas brincadeiras e até gostamos de brincar em cima da cama dela durante a noite, mas bazamos dali em 2 tempos: qd ela grita o nosso nome e diz BAZAAAAA!!!! Pumba ficamos logo do outro lado da porta.
O Pups, que é gordo e raquítico e que nem sabe brincar lá mt bem, fica td repimpado na cama dele, que ela até mete em cima da dela. Discriminações que não entendo.
Mas, ela tb cuida bem de nós e nos dá mimos. Só é pena pq qd nos dá os mimos de manhã, nos trata da papa e trata das nossas higienes. Daí a pouco pumba!!! outra vez o outro lado da porta. Só que desta vez, é ela que bazaaaa. Diz que vai trabalhar pq tem que ganhar dinheiro - sei lá o k é isso! para pagar a nossa comida, a areia, as vacinas e sei lá que mais. Acho k ela não bate lá mt bem da cabeça pq tá sempre com tantas preocupações... devia brincar mais connosco.
Agora vou comer, outra coisa que adoro fazer. A dona mete comida em 3 pratos, pois tenho sempre que provar a do prato que ela acabou de encher. Não vá ela enganar-me e meter comida diferente nos outros, né? Espertooooo!!!!!
MAM
2007

MARY POPPINS - Da minha janela


30.Out.07 - 7 horas da manhã. Senti que tinha que fazer alguma coisa. A Mary Poppins "dormia" na gaiola e eu já desabafara aqui no seu blog.

Não tinha coragem de a meter no contentor. De repente lembrei-me que nas trazeiras existe um pedaço de terra c/ pedacitos de relva. Não sei se me é permitido ou não, mas fi-lo. Embrulhei-a num lencinho e desci à rua. Fiz uma covinha junto a uma palmeira numa zona mesmo por baixo da janela mas longe dos passeios. Deixei-a lá. Meti algumas pedritas em cima para proteger aquela zona.

Meti a gaiola, tal como ela a deixara num saco e meti-a no contentor.

Meti num saco todos os restos de comida - ainda há poucos dias lhe tinha comprado barritas que ela adorava....ainda comeu 1, pois a caixinha trás 2 - utensílios que tinha a mais e, meti num saco onde coloquei um papel com a informação "Quem tem 1 periquito?". Coloquei o saco junto ao contentor.

Voltei a casa, tomei 1 duche, pijama lavado, vim terminar o meu desabafo e agora vou acarinhar um pouco o Pups, que foi o único que me acompanhou nesta dor- o Botox e o Jolas dormem na sala, pq são muito irrequietos e não me deixam dormir.. Hoje é dia de anos. PARABÉNS PUPS!